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| Praça Itapira, ao fundo igreja Santa Maria Goretti |
Localizado na Região Leste de Belo Horizonte, o Caetano Furquim surgiu, como outros bairros da região, seguindo os trilhos da estrada de ferro e acompanhando o curso do Ribeirão Arrudas. Tanto é assim que seu nome faz referência a um importante advogado, banqueiro e empresário brasileiro, nascido em Camanducaia, no Sul de Minas, em 1816, e morto em 1879.
Empreendedor, Caetano José Furquim de Almeida aproveitou a oportunidade que teve, em 1847, de fazer uma viagem à Alemanha para tratar de uma lesão cardíaca e levou escondido dos empresários ferroviários ingleses e norte-americanos todo o traçado da linha férrea que pretendia construir no Rio de Janeiro. Lá, teve acesso ao sistema de ferrovia por cremalheira e contratou, com recursos próprios, os irmãos engenheiros Waring para projetar o traçado de uma linha férrea que, vencendo a Serra do Mar, chegasse à região Sul fluminense e às províncias de Minas Gerais e São Paulo.
Esses estudos acabaram por ser o embrião da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II, fundada em 1853, na casa do fazendeiro Francisco José Teixeira Leite, futuro Barão de Vassouras, na cidade de Vassouras, Rio de Janeiro, e que foi a origem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Em Belo Horizonte, por volta de 1900, foi inaugurada a Estação Freitas, que em 1930 ganhou o nome de Caetano Furquim, e se localizava no bairro da Região Leste.
Morador do Caetano Furquim há 55 anos, o aposentado José Geraldo Braz se lembra de quando a estação ferroviária do bairro estava em funcionamento. Tanto que ele até a utilizava para fazer seus passeios “Ia muito a Rio Acima para nadar, pela estação”, conta, fazendo referência a um dos municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Daquela época para cá, muita coisa mudou no bairro, que agora está mais bem estruturado. Mas nem sempre foi assim, como lembra o aposentado. “Praticamente nasci aqui. Mas quando me mudei, não havia luz, rede de esgoto ou asfalto. Água, era só de cisterna”, fala José Geraldo.
Mas, naquela época, já havia casas, apesar de as ruas não serem sequer calçadas. O comércio também já fazia parte do cenário do bairro. “Tinha tudo. Mercearia, onde a gente comprava mantimento, produto de limpeza e anotava tudo no caderno, para pagar no fim do mês”, conta José Geraldo.
Empreendedor, Caetano José Furquim de Almeida aproveitou a oportunidade que teve, em 1847, de fazer uma viagem à Alemanha para tratar de uma lesão cardíaca e levou escondido dos empresários ferroviários ingleses e norte-americanos todo o traçado da linha férrea que pretendia construir no Rio de Janeiro. Lá, teve acesso ao sistema de ferrovia por cremalheira e contratou, com recursos próprios, os irmãos engenheiros Waring para projetar o traçado de uma linha férrea que, vencendo a Serra do Mar, chegasse à região Sul fluminense e às províncias de Minas Gerais e São Paulo.
Esses estudos acabaram por ser o embrião da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II, fundada em 1853, na casa do fazendeiro Francisco José Teixeira Leite, futuro Barão de Vassouras, na cidade de Vassouras, Rio de Janeiro, e que foi a origem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Em Belo Horizonte, por volta de 1900, foi inaugurada a Estação Freitas, que em 1930 ganhou o nome de Caetano Furquim, e se localizava no bairro da Região Leste.
Morador do Caetano Furquim há 55 anos, o aposentado José Geraldo Braz se lembra de quando a estação ferroviária do bairro estava em funcionamento. Tanto que ele até a utilizava para fazer seus passeios “Ia muito a Rio Acima para nadar, pela estação”, conta, fazendo referência a um dos municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Daquela época para cá, muita coisa mudou no bairro, que agora está mais bem estruturado. Mas nem sempre foi assim, como lembra o aposentado. “Praticamente nasci aqui. Mas quando me mudei, não havia luz, rede de esgoto ou asfalto. Água, era só de cisterna”, fala José Geraldo.
Mas, naquela época, já havia casas, apesar de as ruas não serem sequer calçadas. O comércio também já fazia parte do cenário do bairro. “Tinha tudo. Mercearia, onde a gente comprava mantimento, produto de limpeza e anotava tudo no caderno, para pagar no fim do mês”, conta José Geraldo.
2. DESENVOLVIMENTO/INFRA-ESTRUTURA:
Mesmo assim, houve mudanças significativas. “Hoje, as ruas são todas asfaltadas e o comércio ampliou muito”, fala o aposentado. Além disso, o transporte público se tornou mais fácil, com quatro linhas de ônibus: 9211 e 9214 (Caetano Furquim/Havaí), 9411 (Casa Branca/São José) e 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra via Savassi).
Para chegar ao Caetano Furquim de carro também está mais fácil, já que as duas vias de acesso, as avenidas dos Andradas e Silviano Brandão, foram asfaltadas. No bairro, as vias principais, segundo José Geraldo, são as ruas Potomaio e a Piranguinho.Por tudo isso, o aposentado nem pensa em se mudar do bairro. Além disso, as lembranças da infância e da adolescência contribuem fazer com que ele tenha uma forte ligação com o Caetano Furquim. “Adoro morar aqui e não saio de jeito nenhum. Aqui é bom demais. Conheço todo mundo e jogava bola no campo onde hoje é a Escola Municipal Wladmir de Paula Gomes”, conta.
O Caetano Furquim também experimentou progresso em relação aos imóveis, antes restritos somente a casas. Apesar de haver poucos prédios, eles já fazem parte do cenário do bairro e não é difícil encontrar ofertas de aluguel. “Só que ficou muito caro”, completa José Geraldo.
De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da UFMG (Ipead), realizada em abril, o valor de aluguel praticado no bairro para apartamento de dois quartos, considerando sua classificação como “popular”, é de R$ 543,45. Para comercialização, os preços variam entre R$ 142.013 e R$ 216.785. Segundo o levantamento, o Caetano Furquim é classificado como “popular”, pois a renda média dos chefes de família no bairro é inferior a cinco salários mínimos.
Mesmo assim, houve mudanças significativas. “Hoje, as ruas são todas asfaltadas e o comércio ampliou muito”, fala o aposentado. Além disso, o transporte público se tornou mais fácil, com quatro linhas de ônibus: 9211 e 9214 (Caetano Furquim/Havaí), 9411 (Casa Branca/São José) e 9250 (Caetano Furquim/Nova Cintra via Savassi).
Para chegar ao Caetano Furquim de carro também está mais fácil, já que as duas vias de acesso, as avenidas dos Andradas e Silviano Brandão, foram asfaltadas. No bairro, as vias principais, segundo José Geraldo, são as ruas Potomaio e a Piranguinho.Por tudo isso, o aposentado nem pensa em se mudar do bairro. Além disso, as lembranças da infância e da adolescência contribuem fazer com que ele tenha uma forte ligação com o Caetano Furquim. “Adoro morar aqui e não saio de jeito nenhum. Aqui é bom demais. Conheço todo mundo e jogava bola no campo onde hoje é a Escola Municipal Wladmir de Paula Gomes”, conta.
O Caetano Furquim também experimentou progresso em relação aos imóveis, antes restritos somente a casas. Apesar de haver poucos prédios, eles já fazem parte do cenário do bairro e não é difícil encontrar ofertas de aluguel. “Só que ficou muito caro”, completa José Geraldo.
De acordo com a Pesquisa do Mercado Imobiliário de Belo Horizonte realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis da UFMG (Ipead), realizada em abril, o valor de aluguel praticado no bairro para apartamento de dois quartos, considerando sua classificação como “popular”, é de R$ 543,45. Para comercialização, os preços variam entre R$ 142.013 e R$ 216.785. Segundo o levantamento, o Caetano Furquim é classificado como “popular”, pois a renda média dos chefes de família no bairro é inferior a cinco salários mínimos.

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